(07/09/26) – Me deixa assustado a facilidade com que as pessoas mentem hoje em dia para ganhar vantagem, mesmo que isso empurre alguém para o prejuízo. Está em todo lugar, como se fosse parte da paisagem. A pessoa mente com a mesma naturalidade com que respira, sem ruborizar, sem hesitar, sem sequer pensar no estrago que deixa para trás. E o mais curioso é que…
(31/08/26) – As empresas adoram dizer que vivem de feedback. Juram que esse negócio é o oxigênio da performance, a vitamina da produtividade, a cola que mantém todo mundo alinhado. Criam calendários, rituais, reuniões obrigatórias, planilhas coloridas. Tudo muito bonito, muito moderno, muito “gente é tudo pra gente”. Mas, na prática, o tal feedback vira…
(24/08/26) – Logo cedo, ouvi o vizinho gritar que “homem de verdade não leva desaforo para casa”. Era sobre isso que eu pensava enquanto fazia a barba: essa mania de alguns homens acharem que nasceram com um crachá de superioridade pendurado no pescoço. Eles falam alto, batem no peito, fazem pose de muralha… mas basta um sopro de contrariedade para desmoronarem como castelos de areia. É curioso como…
(17/08/26) – Quando penso na educação brasileira, não consigo evitar a imagem de um bando de lobos cuidando de uma floresta de cervos. Lobos muito bem alimentados, diga-se de passagem. Cervos, nem tanto.
A pergunta que não quer calar, embora devesse gritar, é simples: por que nossa educação é tão…
(10/08/26) – Todo mundo já percebeu que virou moda essa história de “protagonismo” no trabalho. É o novo mantra dos gurus de RH, repetido com a convicção de quem descobriu a cura da humanidade. Segundo eles, cada colaborador deve brilhar, liderar, aparecer, ser dono da própria carreira, da própria mesa e, se bobear, até da cafeteira. O detalhe é que ninguém comenta…
(04/08/26) – Dizem que vivemos em uma democracia. A palavra, tão bonita na teoria, vem daquele grego clássico que adoramos citar para parecer cultos: demos (povo) + kratos (poder). Poder do povo. Simples, direto, quase poético. Mas, como tudo que envolve…
(14/07/26) – Tem gente que acha que o maior risco do ambiente corporativo é a meta impossível, o chefe temperamental ou o café que parece ter sido filtrado num filtro emocionalmente abalado. Mas não. O verdadeiro perigo mora ali, sentado ao seu lado, com cara de colega simpático: aquele que transforma qualquer ideia que você comenta num happy hour improvisado em…
(16/06/26) – Há quem diga que o mundo ficou mais barulhento. Eu, particularmente, acho que ele ficou mais cheio de placas. Placas imaginárias, claro, daquelas que não estão pregadas em postes, mas na testa das pessoas. Placas que dizem quem pode falar, quem deve calar, quem tem autorização moral para se indignar e quem precisa…
(12/05/26) – Logo de cara, dá para dizer sem rodeios: vivemos cercados por políticos que só pensa na própria reeleição. É como se cada um acordasse, escovasse os dentes e já começasse a calcular quantos votos aquela escovada rende. Antes da eleição, eles fingem que estão ouvindo o povo; depois que ganham, fingem que já não ouviram nada. E o mais curioso é que todos, de todos os lados, repetem o mesmo…
(21/04/26) – Logo cedo, enquanto o país inteiro fingia que tudo estava sob controle, lá estava ele, o professor da sala 12, insistindo em ensinar seus alunos como se isso ainda fizesse diferença. E faz, claro que faz, mas só ele parece acreditar nisso com a teimosia de quem se recusa a abandonar um barco furado. O tema é esse mesmo: os poucos professores que ainda se esforçam de verdade. Aqueles que…
(24/03/26) – Tem gente que transforma a simples aparição do chefe num espetáculo digno de plateia, e é sobre isso que eu quero falar: o show diário do puxa-saquismo corporativo. Aquele teatro involuntário, ou muito voluntário, que acontece nos corredores das empresas, onde alguns colegas parecem disputar medalha de ouro na modalidade “perdi a dignidade, mas…