(26/02/26)
Justiça Artificial é um filme de ficção científica com fortes elementos de suspense e ação, lançado em 2026 e indicado para maiores de 14 anos. A obra apresenta uma proposta que conversa diretamente com temas atuais, como o avanço da inteligência artificial e o impacto que tecnologias cada vez mais autônomas podem ter sobre decisões que antes eram exclusivamente humanas. Mesmo para quem não costuma assistir a filmes desse gênero, a narrativa oferece um ponto de entrada acessível, pois trabalha questões universais como confiança, responsabilidade e a busca pela verdade.
A história se passa em um futuro próximo, onde o sistema judicial passou a ser conduzido por uma inteligência artificial chamada Mercy. Esse cenário cria uma atmosfera de tensão constante, já que decisões de vida ou morte são tomadas por algoritmos que analisam dados em velocidade e profundidade impossíveis para qualquer pessoa. O protagonista, vivido por Chris Pratt, é colocado diante desse sistema implacável, e a maior parte da trama se desenrola a partir desse confronto direto entre humano e máquina.
O filme constrói um ambiente distópico, mas não exagerado, o que facilita a imersão mesmo para quem não está acostumado a produções futuristas. A direção de Timur Bekmambetov aposta em um ritmo que alterna momentos de diálogo intenso com cenas de ação bem coreografadas, criando uma experiência que mantém o espectador atento sem exigir conhecimento prévio sobre tecnologia ou ficção científica. A presença de Rebecca Ferguson como a juíza controlada por IA adiciona camadas interessantes à narrativa, especialmente porque sua personagem representa a fronteira entre o que é programado e o que parece quase humano.
Um dos pontos mais comentados por quem assistiu é a forma como o filme provoca reflexões sobre até que ponto estamos dispostos a delegar decisões importantes às máquinas. Embora a trama apresente algumas situações que exigem certa suspensão de descrença, isso não compromete a experiência geral. Pelo contrário, abre espaço para conversas sobre o equilíbrio entre eficiência tecnológica e sensibilidade humana.
Justiça Artificial também se destaca por explorar a vulnerabilidade do protagonista. Mesmo em um ambiente dominado por tecnologia, o filme não perde de vista o elemento emocional, mostrando como medo, dúvida e esperança continuam sendo motores fundamentais das nossas escolhas. Essa abordagem torna a obra interessante para quem busca mais do que ação ou efeitos visuais, oferecendo uma reflexão acessível e envolvente.
Para quem deseja conhecer um filme que mistura entretenimento com questionamentos relevantes sobre o futuro, Justiça Artificial é uma ótima opção. Ele entrega tensão, boas atuações e um tema que permanece na cabeça depois que a sessão termina.
Disponível a partir de março de 2026 na Amazon Prime Video.
Luciana Nagiotto (PGIA)
Redação Sabeis – Telas